quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Valor...


Há formas de se valorizar.
A mais utilizada, sem dúvida
É aquela "da boca pra fora"!
Floreamos nossas virtudes
Dissimulamos nossas fraquezas
E estamos mais preocupados, mesmo
Pro que os outros pensam!
A menos utilizada, e a ideal:
É aquela que brota de dentro.
Um grito interno, solitário e convicto.
Que realmente somos capazes!
E quando esse chamamento
Realmente ecoa
Nada segura o bicho-homem!

Li isso no Blog "Observações Ligeiras" e agora estou matutando sobre ele...
Sei lá, de repente sou diferente demais mesmo. Tipo, não me preocupo tanto com o que os outros pensam. Faço pior que isso (risos): tento impor aos outros o que eu penso. Nem sei como sou uma pessoa querida e amada sendo autoritária-dramática assim. Aff! Só me tacando no mar!
Era só isso mesmo. Sem mais.

domingo, 2 de setembro de 2012

Setembro!

"...Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender..."
(Sol de Primavera - Beto Guedes e Flávio Venturini) 


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tudo é possível...



O sentimento de amizade desperta sensações que facilmente são confundidas com o amor carnal.  Até porque esses encontros são raros. Poucos tem a sorte de ter pessoas assim na vida.

A escritora carioca Ana Jácomo consegue explicar muito bem o que eu não consigo.


Intimidade (Ana Jácomo)

Algumas pessoas se destacam para nós. Não há argumento capaz de nos fazer entender exatamente como isso acontece. Porquê dançam conosco com mais leveza nessa coreografia bela, e tantas vezes atrapalhada, dos encontros humanos. Muitas vezes tentamos explicar, em vão, a medida do nosso bem-querer. A doçura de que é feito o olhar que lhes dirigimos. O sentimento que nos move para ajudá-las a despertar um único sorriso.

Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é.

Por elas nos sentimos capazes das belezas mais inéditas. Se estão felizes, é como se a festa fosse nossa. Se estão em perigo, o aperto é nosso também. Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ousando...




“Ouse, ouse...ouse tudo! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém,. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda...a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!”

Lou Andreas Salomé

terça-feira, 29 de maio de 2012

Reflexiva


Ontem eu tive uma conversa com a minha irmã e ela me fez refletir sobre o meu comportamento. Ela me disse que de tanto tentar enxergar o futuro eu deixo de viver o presente. Ela acha que eu devia deixar as coisas acontecerem naturalmente, sabe?... Que eu devia aproveitar o momento, como sempre fiz.    E aí eu fico aqui, pensando...


domingo, 20 de maio de 2012

Será?


Hoje mais uma vez eu vi o sol sair
Fiquei sem dormir de tanto pensar
O volume na cabeça a mil
E uma dúvida:
Será que a gente enlouqueceu
E deixou o barco virar?
Será que a gente enlouqueceu
E deixou a poeira subir?
Será que a gente enlouqueceu 
E deixou um cheiro no ar?
Será que a gente enlouqueceu
E se deixou levar?

Será que a gente enlouqueceu
Ou quem enlouqueceu fui eu?
Será que tudo aconteceu dentro da minha cabeça?

(Será - Bicho de Pé)

Essa simples canção ilustra a minha atual situação emocional.
É assim mesmo: não sei se a confusão é recíproca ou se é só na minha cabeça.
E essa dúvida me desestabiliza, por isso eu ataco. Falo coisas que ele não gosta de ouvir, que ele não gosta de saber... Sei lá, na dúvida: mantenho a distância. Me parece mais seguro...

Minhas "táticas" são controversas. Eu sei! Sou meio atrapalhada nessas situações. Não sei como me comportar...
Mas o meu medo de sofrer uma nova frustração é tão gigantesco, que eu me bloqueio e o ataco. 

Na verdade não sei o que eu sinto para estar fazendo este estardalhaço todo. Me disseram há pouco tempo que sofro por antecipação. Pode ser isso também, sei não...
Essa história estranha surgiu borbulhando, sem ser convidada, no meu cérebro. Tudo entre nós dois tem acontecido sem querer e sempre me assusto com o que é imprevisível.
É, eu não sei, não sei mesmo!... Não sei o que sinto e não sei o que ele sente. Por isso, não sei nada sobre nós dois. 
E agora?



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Constatação...

"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento, cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. (...) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo por si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser: é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe."

Lou Andreas Salomé