domingo, 11 de julho de 2010

Efêmera

Vou ficar mais um pouquinho/ Para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo/ Hoje é o tempo preu ficar devagarinho/ com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras/ e que passam perecíveis/ e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço// Por isso eu vou ficar mais um pouquinho/ Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho/ Martelo o tempo preu ficar mais pianinho/ com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras/e que estão despetaladas, acabadas/ Sempre pedem um tipo de recomeço// Por isso vou ficar mais um pouquinho/ para ver se acontece alguma nessa tarde de domingo/ Vou ficar mais um pouquinho/ para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho.

Tulipa Ruiz

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobre independência...

Hoje, dando uma olhada aqui no blog vi a descrição que fiz do meu perfil na parte “Quem sou eu” que é a seguinte: Uma eterna sonhadora inveterada. Uma mulher preta guerreira, independente, bem resolvida, feliz e que ama viver a vida.

Daí comecei a refletir sobre o que pode significar ser uma mulher independente e quem sou atualmente.

É normal as pessoas imaginarem mulheres independentes como sendo aquelas que são exigentes, seguras com os sentimentos e relacionamentos, empenhadas, orgulhosas, influentes, ousadas, com condições financeiras favoráveis, autoritárias... Mas será que isso é sinônimo de independência???

Se for sob essa lógica, acho que não me encaixo nesses padrões definidos pela maioria, pois sou dependente de pessoas a minha volta, da família, dos amigos, do trabalho, das paixões que sinto... Sem essas coisas não funciono.

É, eu sei! Sou cheia de opiniões, de questionamentos, de curiosidades e de boa-vontade, mais também, as vezes fico carente e insegura como todo mortal. Tem dias que eu acho que o mundo vai me engolir e daí me sinto desprotegida. Nessas horas lembro-me da infância e do colo dos meus pais para correr na hora do medo...

Acho que ser uma mulher independente é se aceitar tal como é. É ser inteligente e organizada. É estar sempre em busca de conhecimento, de crescimento intelectual, espiritual e profissional. É ser sensual, mas sem usar a sensualidade como um meio para atingir objetivos. É ter humildade para saber que erra, mas que aprende com os erros. Ser mulher independente é ser livre para buscar paz.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Suposição




"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca". (Clarice Lispector)

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance de um poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antônio Cícero

A Próxima Vez

A próxima vez que a gente se encontrar
Eu vou te dar um beijo, sem pensar, calada
A próxima vez que a gente se beijar
Eu vou querer o mundo com você, do lado

Por que não tentar comigo?
Por que querer ser sua... Amiga...
Amiga não...
Não há abrigo, não

A próxima vez que a gente se encontrar
Eu vou te dar um beijo, sem pensar, calada
A próxima vez que a gente se beijar
Eu vou querer o mundo com você, do lado

Por que não tentar comigo?
Por que querer ser sua...
Amiga não...
Não há abrigo não

A próxima vez que a gente se encontrar
Eu vou te abraçar
Vou chorar, vou morrer
Só pra te fazer sorrir...

Só pra te fazer sorrir...

Playmobille

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre o Tempo

Sabe qual foi o meu pensamento predominante hoje?

Foi sobre organizar as coisas a minha volta para elas se desorganizarem depois de forma organizada.

Sabe como fui pensar nisso?

Foi assim: Comecei o dia com a minha irmã abrindo a porta do meu quarto dizendo em alto tom: “- Carol, nove horas!!!”

Eu tinha uma audiência para fazer as 09h35 na Justiça do Trabalho e numa Vara que o Juíz é pontual. Nossa! Entrei no chuveiro sem reparar se a água estava fria e nem nada. Ainda bem que tenho o costume de deixar minha bolsa e a roupa separadas antes de dormir. Minha salvação, minha organização!

Bom, me vesti e fui acabando de me aprontar dentro do táxi. Enquanto me arrumava fiquei refletindo e agradecendo à Deus por morar perto daquele Fórum, por ter grana pra pegar um táxi, pelo motorista que estava correndo para eu chegar a tempo, pelos sinais de trânsito que estavam todos abertos, pela música que estava tocando e me acalmando, pelo dia que estava lindo, por eu estar confiante no meu trabalho... Enfim, fui analisando tudo que estava acontecendo naquele momento comigo. Meu anjo da guarda é maravilhoso!!!

Chegando ao Fórum, tudo deu certo, mas depois de um susto desses quis aproveitar o dia para botar as coisas em ordem.

Fui para o escritório e verifiquei na agenda que o meu trabalho estava atrasado dez dias! Ainda sob o efeito do susto e para não perder mais tempo comecei a resolver tudo. Cismei que só sairia dali com a minha mesa vazia.

No final consegui dar conta de tudo! Botei em dia todos os meus prazos, todos os meus e-mails, todos os telefonemas... Toda minha agenda!

Quando terminei pensei: Agora que já está tudo organizado, fica menos pior quando as coisas se desorganizarem novamente.

Aprendi com isso que ser manter as coisas em ordem é uma boa forma de economizar o tempo para gastar vivendo bem a vida. 

"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio..." - Sobre o Tempo – Pato Fu

 


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Flor do Medo

Venha me beijar de uma vez
você pensa demais
pra decidir
venha a mim de corpo e alma
libera e deixa o que for
nos unir
não vá fugir mais uma vez
vença a falta de ar
que a flor do medo traz
tente pensar
pode até ser mau e tal
mas pode até ser
que seja demais
tudo vai mudar
posso pressentir
você vai lembrar e rir
alguma dor
que não vai matar ninguém
pode ser vista e nos rondar
não precisa se assustar
isso é clamor
de amor
venha me beijar de uma vez
feito nuvem no ar
sem aflição
venha a mim de corpo e alma
libera a paz do meu coração
não vá se perder outra vez
nesse mesmo lugar
por onde já passou
tente pensar
pode até ser sonho e tal
mas pode até ser
que seja o amor

Djavan