sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Uma prece...
"Ó Deus!
Quero olhar o mundo com bondade. Um olhar de bondade vê ignorância, onde há crueldade; carência afetiva, onde há revolta; necessidade, onde há crítica; fragilidade, onde há ciúme; desejo de afeto, no arrogante; doença, no que odeia e falta de paz no que oprime. Só o olhar de amor vê o sentimento escondido e me faz compreender as necessidades dos outros. É, também, o olhar amoroso que me salva das ondas do pessimismo, da crítica, da revolta, da frustração e me preserva do egoísmo, do materialismo e da influência do mal. Esse olhar fortifica-me na alegria e na paz, descortina-me os horizontes de uma vida fecunda e me coloca a salvo da solidão e da tristeza. Reveste-me, pois, do Teu olhar de bondade que vence o problema difícil, a crítica destrutiva, a maledicência e desperta a compreensão para os outros."
Hoje no meu café da manhã uma amiga de infância pediu para a minha irmã e eu abrirmos aleatoriamente um livro de preces que ela costuma carregar para todos os lugares aonde ela vai.
Essa prece me tocou profundamente...
Espero que ela toque da mesma maneira quem a ler.
Amém!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Constatações
Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
Clarice Lispector
Novos Baianos
" Vou mostrando como sou. E vou sendo como posso. Jogando o meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto..."
Fui numa festa dia desses e o DJ tocou muitas músicas dos Novos Baiano. No dia seguinte fiquei com vontade de curtir mais um pouco o clima da noite anterior e danei a garimpar na net os sons que eles fizeram. Por gostar tanto da melodia abaixo nunca tinha dado muita atenção para letra...
"Mistério do Planeta" é uma canção totalmente intrigante de cunho filosófico. Lembrei muito das aulas de filosofia na faculdade. Tem a ver com a tese de Heráclito, que defendia que a nossa personalidade se forma através da convivência com outras pessoas, do conhecimento de lugares e experiências. Não me lembro bem, mas é alguma coisa do tipo o "Ser é um eterno vir a ser". Muito legal isso...eu gosto!
Pode ser que a minha interpretação esteja equivocada, mas e daí? É assim que leio a música.
Mistério do Planeta
Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Em 2012...
Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas…
Caio Fernando Abreu
É certo que estou tentando mudar o meu estado de espírito pra melhor. A primeira postagem de 2012 não foi lá essas coisas...
Percebo que ando reclamando sem grandes motivos. Reconheço que estou numa fase egoísta e ansiosa, mas eis que Caio Fernando Abreu com sua escrita rasgada e direta renovou as minhas esperanças e me encorajou, assim como meu comentarista único e favorito: Tito Mineiro.
Terminando aqui vou dormir e tomara que eu consiga sonhar e que esse sonho me faça sorrir de manhã.
Em 2012 eu quero ser mais feliz!
Vem 2012! Eu já te adoro!
Vem 2012! Eu já te adoro!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Ansiedade
Estamos no início de 2012 e eu não sei o que sentir.
Tenho um vazio no peito e uma ansiedade de fazer não sei o que não sei com quem...
Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...
Socorro - Arnaldo Antunes
Tenho um vazio no peito e uma ansiedade de fazer não sei o que não sei com quem...
Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...
Socorro - Arnaldo Antunes
domingo, 7 de agosto de 2011
Anos Dourados
Que fase! Não tenho conseguido vir aqui e confesso que as vezes esqueço que tenho esse blog. Isso é chato, pois aqui é o meu território para extravasar os meus sentimentos... mas enfim, tantas coisas...
Semana que vem viajarei a trabalho e para uma terra aonde vivi a história de amor mais bonita da minha vida. Agora que está ficando perto as lembranças vem mais fortes. Mas são só lembranças, nada mais! A chance de um reencontro é mínima. Nossos destinos desencontraram, mas ainda assim sou grata pelo o que senti...
A música "Anos Dourados" de Tom Jobim e Chico Buarque ilustra bem como estou me sentindo agora em relação a essa história.
"Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo ao teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu aindaTe amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo ao teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
É desconcertante
Rever um grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais"
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